Celulando

3.7.06

TRANSGÊNICOS: texto complementar 1

O que é biotecnologia?
fonte: Monsanto* 1 e 2 .
*a Monsanto vende e desenvolve sementes transgênicas

Soja
A palavra biotecnologia é formada por três termos de origem grega: bio, que quer dizer vida; logos, conhecimento e tecnos, que designa a utilização prática da ciência. Com o conhecimento da estrutura do material genético - a molécula do DNA (ácido desoxirribonucléico) - e o correspondente código genético, teve início, a partir dos anos 70, a biotecnologia dita moderna, através de uma de suas vertentes, a Engenharia Genética, ou seja, a técnica de empregar genes em processos produtivos, com a finalidade de se obter produtos úteis ao homem e ao meio ambiente. Os métodos modernos permitem que os cientistas transfiram genes de interesse (e, conseqüentemente, características desejadas) originados de diferentes organismos (não apenas de organismos sexualmente compatíveis - o que amplia a variedade de genes que pode ser utilizada) de maneiras antes impossíveis e com grande segurança.


O que é biotecnologia agrícola?

A biotecnologia agrícola utiliza a transgenia como uma ferramenta de pesquisa agrícola caracterizada pela transferência de genes de interesse agronômico (e, conseqüentemente, de características desejadas) entre um organismo doador (que pode ser uma planta, uma bactéria, um fungo, etc.) e plantas, com segurança.

Veja ilustração abaixo, que mostra a diferença entre o “melhoramento tradicional” e a “biotecnologia de plantas”:

MELHORAMENTO TRADICIONAL DE PLANTAS:




BIOTECNOLOGIA DE PLANTAS:




No melhoramento tradicional, cruzam-se as espécies sexualmente compatíveis e ocorre a combinação simultânea de vários genes. Já a transgenia é uma evolução deste processo, com o objetivo de acelerá-lo e de ampliar a variedade de genes que podem ser introduzidos nas plantas. Além disso, a transgenia, como ferramenta da biotecnologia agrícola, oferece maior precisão do que os cruzamentos, pois uma vez que permite a inserção de genes cujas características são conhecidas com antecedência, sem que sejam introduzidos outros genes, como ocorre no melhoramento genético clássico (no cruzamento ocorre a "mistura" de metade da carga genética de cada variedade parental). A transgenia permite um melhoramento "pontual" através da inserção de um ou poucos genes e da conseqüente expressão de uma ou poucas características desejáveis.


O novo é desconhecido. E, justamente por isso, vem acompanhado de controvérsias e discussões. Até que passe a ser totalmente conhecido, assimilado pela sociedade e, finalmente, superado por outra novidade.

Assim é a história dos avanços da ciência. Toda tecnologia desconhecida inicialmente gera uma grande preocupação, um desconforto natural que prossegue até que se conheça inteiramente a novidade. Mesmo tecnologias fundamentais para a sobrevivência da humanidade sofreram grande resistência de grupos da sociedade até que fossem completamente conhecidas e aceitas.

Para citar apenas alguns entre os inúmeros exemplos da história, em 1904, na primeira campanha de vacinação obrigatória contra a varíola no Rio de Janeiro, protestos causaram até mortes de pessoas, em choque com a polícia. Durante a Revolução Industrial, grupos denominados "quebradores de máquinas" se opunham às máquinas industriais. Mais recentemente, houve inicialmente oposição aos computadores.

Com a biotecnologia não é, nem será, diferente. Se hoje ela está passando pelo mesmo processo dos grandes avanços da ciência, certamente será fundamental para as futuras gerações, provendo alimentos mais saudáveis, a custos muito menores, de forma sustentável e reduzindo drasticamente a poluição do meio ambiente por produtos químicos, racionalizando o uso da água na agricultura, entre outros benefícios que serão apresentados a seguir.

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